conselhos para namorados

Conselhos para namorados

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Dia dos namorados chegando e nós queremos ajudar os casais apaixonados. Afinal, o tempo de namoro é um tempo de grandes desafios para o homem e para a mulher. Lutar para superar as dificuldades, tentar entender o outro e entre outras coisas foram temas do nosso bate-papo com o Sandro Arquejada, missionário da Comunidade Canção Nova e autor do livro “As cinco fases do namoro”. Confira essas boas dicas para viver bem a dois.

O que é tempo de namoro? Como vivê-lo?
Namoro é o tempo de conhecer o coração e a alma da pessoa amada, independente se esse relacionamento se transformará em casamento ou não. No namoro homem e mulher tem a oportunidade de serem seres humanos melhores. A simples disposição em fazer o bem ao outro já proporciona que sejamos melhores.
Namoro é também o tempo de construir cumplicidade, amizade, ajudar um ao outro e claro, de trocar gestos de carinho.
E para viver bem este tempo basta ter amor e disposição de dar o seu melhor para a pessoa amada. E dar o melhor significa agir sempre com a verdade, dialogar muito, viver a castidade e prezar por valores.

Como saber se a pessoa que eu escolhi é a pessoa certa? Existe uma pessoa certa para cada um de nós?
Não existe uma fórmula para saber. O que pode indicar uma pessoa certa é a identificação com seus valores, seus projetos de vida e até sua personalidade e seu temperamento. Quando o que é essencial para um não é para o outro, essa diferença torna até inviável a convivência entre o casal. Por exemplo: a moça vem de uma classe social que tem um padrão elevado de conforto, mas seu namorado não está tão disposto a estudar mais além da faculdade e quem sabe nunca alcançará o padrão social dela. É um caso a se pensar muito bem.
Ainda que os temperamentos também devem ter uma certa adequação de um para o outro. Duas pessoas de ânimos explosivos tendem a se irar com muita facilidade. Conheci vários casais que se amavam “loucamente”, mas nesse quesito não conseguiam encontrar acerto, se magoavam e se machucavam muito.
Naturalmente o tempo vai mostrando se as diferenças entre um e outro são suportáveis (parece frio demais, até cruel, mas é uma realidade. Temos que pesar isso). E quando há os acertos, o casal aprende administrar suas diferenças, é um sinal de que se encontrou a pessoa certa.
E não existe uma pessoa certa. Existem várias pessoas que dariam certo com você, caso contrário Deus não estaria nos dando o livre arbítrio.
Quando se casar, saiba que é você quem escolheu aquela pessoa. Deus te dá a vocação ao matrimônio e até pode providenciar que você encontre alguém que dê certo com você, mas Ele não vai te obrigar a casar-se, porque aquela é a única pessoa destinada a você. Não! E se você escolher não estar com essa pessoa que hoje Deus te encaminhou, Ele encaminhará outras. Isso tudo para que a escolha seja sua.

Diante de uma cultura de descarte nas relações humanas, como podemos fugir dessa tentação de “uso” do outro e vivermos relações sadias?

A medida que medir os outros, sereis também medido.
A primeira coisa a pensar é: Você gostaria de ser usado? Provavelmente, não! Então também não use os outros. Apesar das carências que trazemos, das ansiedades em ter alguém ao lado, não se renda aos impulsos de momento.
Se tiver dúvida sobre seu sentimento por alguém, não fique se insinuando, fazendo joguinho para garantir a presença dele até que você se resolva. Não dê esperança, nem se aproveite de quem você sabe que gosta de você, mas que você não tenha interesse.
Não seja de “ficar” nem de ter “rolo”. Isso não é compromisso, é descarte, mesmo que o “ficante” ou “rolo” seja um pretendente a namoro. Ou você adere ao compromisso e assume a outra pessoa (e ela te assume) ou qualquer coisa fora disso é descompromisso.
Que seu namoro seja sério, de mudar seu status no Facebook, apresentar o namorado(a) para sua família, seus amigos, no seu trabalho.
Seja fiel, casto e verdadeiro. Queira para outra pessoa, um bem maior do que para você mesmo.

Nossa sociedade tem feito um apelo sexual constante e exagerado nos últimos tempos. Cinema, TV, revistas, em praticamente todos os ambientes somos provocados e expostos por uma atmosfera propícia à impureza. Diante disso, como podemos viver a castidade no tempo do namoro?
Toda tentativa de desvincular o sexo do amor é um atentado contra o ser humano, pois o ato sexual nunca é neutro. O que se faz com o corpo atinge coração e alma, ou seja, ou gera mais amor ou mina os sentimentos que um tem pelo outro e consigo mesmo.
E o amor não permite que se use do amado, mas que se dê a vida por ele(a), por isso todo ato sexual sem amor, ou mesmo com amor, mas fora do compromisso “para sempre” (efetivamente se dê a vida para o outro) é só busca de satisfação própria, portanto prejudica o coração e a alma dos dois.
Então, esses apelos sexuais exagerados, que temos o tempo todo, em todo lugar, tem a clara intenção de nos condicionar a usar do outro. Quem vê um anuncio de roupa intima e pensa como será que está o coração do(a) modelo? De nossa parte devemos nos treinar em manter a pureza no coração, tanto com o namorado, namorada, quanto consigo mesmo.
Evite ambientes e ocasiões propícios ao pecado. Ficar sozinhos no quarto, a namorada que senta no colo do namorado (este é um óbvio sinal de que eles não vivem a pureza. Duvido que ao menos não “rola” uma mão boba depois), locais afastados e escuros (além de inseguros) são convites para o pecado. Fuja dessas ocasiões.
Não motivar o outro com estímulos visuais e sensitivos. Roupas curtas, justas, decotadas (geralmente das mulheres para os homens), algumas vezes o perfume e as palavras (geralmente dos homens para as mulheres) pode provocar o outro a querer avançar o sinal. Não se trata de comprometer a elegância e o romantismo, mas não queira mexer com o outro a ponto dele(a) ficar a “perigo”.
Não abra pequenas concessões. Há algumas atitudes que não se definem como gesto erótico, mas que começam a enfraquecer a decisão pela castidade, por exemplo: demorar um tempo maior num abraço em que comecem sentir vontade de sexo; tocar áreas próximas as partes mais sensíveis. Nestes casos não há a vontade de pecar, mas o pecado começa a ser gestado, vamos nos acostumando, e justificando: “Isso não tem problema!”, primeiro a nós mesmos e depois a(o) namorada(o).
Conheça-se naquilo que são suas fraquezas. Depois compartilhem isso entre casal para prevenirem-se. Exemplo: Se uma forma específica do rapaz segurar a namorada, envolve-a a ponto de remetê-la ao desejo, ela precisa comunicar isso a ele para que ele não faça. É uma particularidade dela, que deve ser respeitada.
Oriente-se sobre a beleza da castidade. Leia artigos, livros, documentos da Igreja, tudo sobre os benefícios da castidade, assim você passará a amá-la.
Ore, cultive a espiritualidade, tanto no namoro quanto sozinho. O Espírito Santo é seu aliado.

E quem já teve experiências antes do casamento e quer viver uma vida nova, em pureza e santidade, como fazer?
A primeira coisa é essa pessoa se conscientizar que é possível viver a castidade daqui para frente, não importando o passado. Você merece alguém que te ame e te valorize, que queira acertar junto com você.
Fuja das oportunidades de pecado sempre que elas estiverem à espreita. Toda vez que um pequeno gesto começar a enfraquecer a sua decisão, não o deixe acontecer.
Saiba também que Deus lhe perdoa sempre. Se você se arrependeu, mas se confessou, Ele o perdoou.Se Deus o perdoa, quem são os homens para condená-lo? Não importa seu passado, porque você é portador de um dom.Tenha paciência com você mesmo. Se, por acaso, você tornar a errar, não desista, procure a confissão e recomece.
Se o ato sexual ou a masturbação tornaram-se um vício, procure ajuda com um profissional ou um diretor espiritual. Tenha sempre um confessor apenas, um sacerdote em que você encontre misericórdia. Conte a ele suas fraquezas para que ele entenda melhor seu processo e identifique, na queda, as possíveis circunstâncias. Assim, ele o orientará melhor. Não desista de você, nunca pare de lutar!

Quais os frutos que você colhe, hoje, do tempo de namoro?
Antes de entrar para a comunidade eu vivi namoros errados, então meu namoro com minha atual esposa me ensinou muito.
A castidade frutifica em dialogo, aprendemos a negociar, administrar nossas diferenças.
Hoje colho também os frutos de uma grande amizade com minha esposa, mas o que eu acho a principal preciosidade que temos, que desde o namoro nos moldamos a isso, foi o desprendimento de nós mesmos em favor um do outro. Não é só cumplicidade. Eu tenho certeza que ela morreria por mim e eu por ela. Isso é todo dia evidenciado nos muitos atributos que temos no lar, nas decisões financeiras que temos que tomar, na preocupação com o bem estar um do outro. Não pensamos duas vezes para favorecer o outro e isso não nos é pesado, tornou-se natural.
Temos nossas diferenças e até nossas “briguinhas” de vez em quando? É claro que temos, mas mesmo em meio a esses “enroscos” se surge uma necessidade do outro, um esquece tudo e vai ajudar o outro.

O que você aconselharia aos casais de namorados?

Acreditem! A felicidade não está em preencher seus anseios e sentir-se amado pelo outro, mas em amar e doar o seu melhor para o amado.
Se desde o namoro você se decidir ajudar a outra pessoa, ser presença, e tudo o que quiser para si mesmo, você fazer primeiro para o outro, irá testemunhar que isso preenche seu coração muito mais do que fazendo seus gostos.
Quando se entra no casamento, até com boas intenções, mas não abrindo mão de certas coisas (meus hobbies, meu momento, meus direitos, se eu faço isso ele(a) também tem que fazer aquilo), ou seja, protegendo a si mesmo, você já entra com uma parte de si comprometida com seu egoismo. Uma hora isso vai funcionar negativamente. Já se estiver disposto a abrir mão de você, até nessas coisas, uma hora seu par irá lhe proporcionar isso que tanto é importante, de forma espontânea, livre, por amor. Aí sim, o que lhe faz bem será ferramenta de união entre vocês, não de divisão.

E para quem ainda não está namorando… confira o vídeo do Sandro Arquejada falando sobre sentimento e paquera:

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